OLÁ FILÓSOFOS E FILÓSOFAS

Quando iniciamos um curso de Filosofia ou aulas de cunho filosófico, ouvimos a primeira pergunta "filosófica": "Para que serve a Filosofia?"
É a essa e várias outras perguntas que nesse nosso Blog perseguiremos. Não vamos dar respostas prontas, mas nos ajudaremos a encontrarmos nossas respostas!

Boa leitura, boa pesquisa!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ESCOLA SEM/COM PARTIDO! QUE PARTIDO?

Um tema muito polêmico na atualidade é a questão do projeto de lei "Escola sem partido". Esse projeto visa criar um marco legal que obrigue todas as escolas a colocaram um cartaz em sala de aula onde traz contido seis deveres do professor, como se esse não soubesse quais são seus deveres. Esse tema é controverso justamente por que lida com algo que parte da subjetividade humana, a questão das escolhas, dos direcionamentos, além de ficar no embate simplesmente o binômio "esquerda" e "direita". Vejamos o que diz o dito cartaz:

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Esse projeto traz alguns pontos interessantes para ser debatidos. A primeira pergunta que faço é: Escola sem partido, mas que partido? Críticos do projeto apontam que essa é uma manobra da "direita" para que tirar do professor o direito de formar uma consciência crítica nos seus alunos. Realmente bloquear o professor, silenciando-o quanto a questões cruciais da vida em sociedade é no mínimo perigoso, colocando-o simplesmente como reprodutor daquilo que lhe é passado ou aprendido de conteúdo na graduação, e os alunos também tornam-se meros reprodutores de conceitos, textos, fórmulas matemáticas, fatos históricos, entre outros.
Porém, sinceramente não é preciso nem comentar essas propostas acima. Isso não muda em muita coisa tanto para um "lado" como para outro. Precisamos sensibilizar nos estudantes uma consciência crítica, mas isso requer a transmissão de um conteúdo vasto, observando as várias vertentes de pensamento, a diversidade religiosa e cultural, além é claro da diversidade de sistemas políticos com suas positividades e negatividades, pois não existiu ainda sistema político perfeito. Além disso, o aluno tem que ter acesso a aquilo que está no arcabouço cultural e científico atual sem direcioná-lo de antemão para uma das partes. Já que falamos de liberdade de escolha, liberdade de expressão, estamos dizendo que é direito do estudante, direito da pessoa escolher sua linha de pensamento. Saindo disso, entramos em determinismos, em privação da vontade. 
A filosofia nos permite justamente observamos as nuances de cada linha de pensamentos sem precisamente nos sentirmos na obrigação de tomar um "partido". Por isso termino essa provocação voltando a pergunta inicial que nos questiona: Escola sem "partido" ou com "partido", mas que "partido"? Penso que esse seja o maior dilema tanto dos defensores do projeto como dos contraventores. Espero que encontrem a resposta, pois se cada um já escolheu seu "partido", será cada vez mais difícil.

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