Desde a antiguidade o ser humano ao mesmo tempo que tende ao trabalho, tende ao ócio. Mas o ócio ao qual me refiro aqui (ao qual não queria), é o não fazer nada, o não ser incomodado por nada, o sair além de si mesmo e deixar o tempo passar.
No entanto, desde o princípio, há na filosofia uma valorização de um "ócio" diferente do "não fazer nada", que é o dar-se um tempo para contemplar a si mesmo e a realidade que nos envolve, trazer para si seus questionamentos, suas vivências e buscar solucionar e encontrar verdades. É o que defenderei aqui, para esse recesso junino. Continuarei depois...