OLÁ FILÓSOFOS E FILÓSOFAS

Quando iniciamos um curso de Filosofia ou aulas de cunho filosófico, ouvimos a primeira pergunta "filosófica": "Para que serve a Filosofia?"
É a essa e várias outras perguntas que nesse nosso Blog perseguiremos. Não vamos dar respostas prontas, mas nos ajudaremos a encontrarmos nossas respostas!

Boa leitura, boa pesquisa!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O QUE É PENSAR?

Por Jucelino Moreira de Carvalho

Quando o homem se recolhe em si mesmo com sua própria consciência, ele faz uma viagem ao pensamento. Pensar é manipular símbolos, ideias e imagens que se formam em nossa mente ou no momento ou conforme o passar do tempo. O pensamento está dividido em categorias diferenciadas, que são:
O pensar fantasioso é o pensamento ou manipulação de ideias fantasiosas ou utópicas que se forma em nossa mente. Os sonhos podem ser considerados um pensamento fantasioso. Esse pensamento está sempre presente no ser humano, principalmente em crianças.
O pensar racional intelectual, que é o pensar através da razão, conhece as coisas, o ser e o mundo através da razão. Através dessa razão o homem, busca interpretar as coisas não como percebe, mas o seu por que, a sua causalidade. Esse pensamento está presente na filosofia e é comum a todos os homens sendo que todos os homens podem pensar racionalmente. É através desse pensamento que o homem se volta para si mesmo buscando se conhecer. O homem por ser racional é o único ser capaz de pensar sobre si mesmo.
Além disso, há o pensar religioso, o qual é um pensar baseado na fé e nas normas morais e éticas da religião na sociedade. Em todo ser humano há um pensar religioso, mesmo que não siga nenhuma crença, há uma religiosidade inerente ao homem. Essa religiosidade é acompanhada das virtudes presentes no homem. Por isso é um ser religioso. Mas essas virtudes não se dar só por sua religiosidade, mas é também por causa da razão humana. A razão leva o homem a cuidar de si e nesse cuidado de si ter uma preocupação com o outro.
O pensamento é algo que está intrínseco ao homem, a todo o momento o homem está envolto em pensamentos, pois o intelecto nunca para de idealizar as percepções, criando juízos sobre o mundo que se põe a visão humana. Pode acontecer através das ideias que podem ser inatas ou pode ser advindo da percepção, quando o homem través da sensação e formula pensamentos, ideias e conceitos. O pensar é o que leva o homem a perceber a sua própria existência.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

AMIGOS

Amigos
Tesouros guardados
Ou versos lidos
Que são relidos
Ao sabor do tempo.

Amizade
Um dom prezado
Um saber explicado
Com amor fraterno
Um sonho interminado.

Amigos com caridade
Amigos por lealdade
Amigos e amizade
Amigos ou irmãos
Amigos...
Amizade...
Sem palavras!!!


Asas para voar

Crio asas
Na imaginação
Vôo
Um vôo rasante!
Um vôo de pássaro!
Que sobe... Sobe...
Mas sempre volta pro mesmo lugar!

AMOR

Palavras pra todas as línguas
Amor
Caritas
Love
Amoré
Amour
Agaphós
Amor que ama...
Amor palavra que ressoa...
Amor palavra tão pequena...
Amor palavra globalizada...
Ó palavrinha que não funciona!!!

RECENSÃO


UM APÓLOGO

Por Jucelino Carvalho

No texto Um Apólogo de Machado de Assis, há um conflito entre a agulha e a linha, a agulha inicia essa discussão, querendo ser mais importante do que um novelo de linha na costura de um vestido. Ela se acha superior por ir à frente puxando a outra, no entanto, a linha contesta que ela é superior, pois, ela prendia os pedaços de pano e unia os babados. Então a costureira chega e começa a coser o vestido até terminá-lo, para que a baronesa possa vestir em um baile. A linha por sua vez afronta a agulha mostrando que ela é a melhor, pois, vai ao baile, enquanto a agulha volta para a caixa de costura, no balaio das mucamas. Só o alfinete fica de fora dando opinião, pois esse não necessita de ninguém, onde o espetarem ele fica, buscando viver independente.
O texto é uma narrativa com características de uma fábula, que assim como um mito não é uma verdade, mas busca passar uma lição moral. As personagens principais são seres inanimados, a agulha e a linha que estão em âmbitos distintos: enquanto a agulha causa o conflito, a linha mantém seu ar de superioridade, assim também, a costureira faz o vestido e a baronesa quem o usa em um baile. No conto há uma repetição de palavras principalmente o nome das personagens, isso é comum em diálogos, para apresentar a fala de cada personagem. É um texto irônico, que mostra nos objetos comportamentos como os próprios humanos, com a finalidade de levar o leitor a uma reflexão sobre as qualidades humanas, virtudes e defeitos morais. Está escrito em terceira pessoa, fazendo uso de verbos sempre no pretérito perfeito, e em seu dialogo é usada uma figura de linguagem; a personificação ou prosopopéia, dando fala aos seres. O vocabulário do texto é bem rebuscado, fazendo uso de palavras próprias da época em que foi escrito, levando o leitor a conhecer e ter curiosidade sobre essa linguagem.
O autor mostra com muita clareza, o papel de cada personagem do texto, desenvolvendo um diálogo entre elas, mostrando a atitude de cada uma e o ar de superioridade que há nelas. Contextualizando esse texto com a realidade atual, pode se notar que isso acontece muitas vezes no âmbito profissional, onde a agulha e a linha do texto se encaixam muito bem. Sempre houve, pois, isso não mudou muito, uma divisão entre aqueles que são intelectuais, alfabetizados (linha), e aqueles que por não ter uma formação intelectual, exercem profissões nas quais o trabalho é braçal (agulha), os quais são colocados a margem da sociedade. Alem disso há também aqueles que mesmo tendo estudado, não são valorizados pela sociedade capitalista, onde o que tem maior aquisição financeira é considerado o melhor. Um exemplo são os professores brasileiros, principalmente os da rede pública que ao irem para uma sala de aula ensinar, tentam com suas capacidades passar seus conhecimentos para os alunos no objetivo de que esses possam ser cidadãos dignos e profissionais. Os jovens que por sua vez são orientados por esses profissionais, quando alcançam um bom cargo profissional ou chegam a um nível superior, passam a acharem-se melhores que os seus educadores e até zombam deles, desvalorizando seu trabalho na educação. Os professores além de serem mal remunerados, pois, os próprios órgãos governamentais não dão importância à educação, são desvalorizados por alguns jovens que se acham “doutores” sendo ou não. Por isso que no fim do texto um “professor de melancolia”, ou seja, um mestre na arte da conformidade, do desgosto, diz ter servido de agulha para muita linha ordinária. Isso é o que acontece, os profissionais da educação sempre servem de agulha, abrindo caminhos para qualquer linha ordinária e mal agradecida.
Por tudo isso se conclui que em uma sociedade há uma dependência entre profissões, pois assim como no texto, a linha precisa da agulha para furar o tecido e puxá-la, e a agulha precisa da linha para unir o pano, sem isso seu trabalho seria em vão. Quem trabalha nas grandes metrópoles em escritórios, necessitam daqueles que trabalham no plantio debaixo de sol, daqueles que trabalham nas fábricas e vice versa. Todos os profissionais precisam conscientizar-se que todo trabalho é digno e merece ser valorizado, pois, uma área necessita de outra. Assim todos devem ser respeitados e valorizados como cidadãos dignos, que trabalham em prol do desenvolvimento de uma nação.