Evangelizar é
preciso! No entanto é necessário que se encontre um novo jeito de evangelizar,
um jeito que acolha os que estão fora curando as feridas, buscando uma
expressão de cristianismo que transforme a vida inteira.
A evangelização
deve acontecer em relação com a cultura e respeitando os aspectos de cada
comunidade, cada indivíduo. Evangelizar é justamente trazer uma fé encarnada na
realidade do Povo. Quando Jesus falava por meio de parábolas do Reino de Deus,
Evangelho encarnado nos aspectos da realidade de seu povo (redes, semente,
trigo, etc.), não uma linguagem difícil com
a única intenção de admirar outros que continuarão sem entender a
mensagem. E sim uma linguagem clara, viva, inculturada. Ao mesmo tempo que a
evangelização adentra as culturas influenciando-as, também recebe influências
das culturas. Como exemplos disso temos a devoção a Nossa Senhora Aparecida no
sudeste brasileiro onde a cultura sertaneja da música, das vivências é
vivenciada no amor à Nossa Senhora, mas cultura também impregna a liturgia a
pregação a evangelização.
Aquele que
evangeliza também necessita demonstrar amor pelo anunciado, pois, desde o
início do cristianismo o testemunho teve um grande papel na evangelização.
Testemunhar é anunciar através das atitudes e não só das palavras.
O Papa
Francisco afirma que prefere uma igreja ferida e enlameada do que uma igreja
fechada em seus muros, envelhecida e desgastada pelo tempo. Essa igreja ferida,
enlameada, é uma igreja que vai de encontro ao povo igreja, como afirma o Padre
Zezinho em sua música, onde a Igreja deve estar com um povo que caminha. Estar
com o povo e ir ao encontro dos irmãos e irmãs que necessitam receber a mensagem
evangélica, a palavra de Deus é também querer receber, querer acolher a forma
como essa Boa Nova esse Evangelho é entendido compreendido nessa diversidade de
pensamentos, nessa diversidade de culturas. A evangelização não é algo
estático, não é algo que se deve ser fechado em si mesmo, não é casuística, não
é uma liturgia legalista, mas sim uma liturgia voltada para uma fé profunda,
uma fé desenvolvida na diversidade da Cultura em que o Evangelho é anunciado e
em que a igreja se encarna.
Sejamos Igreja
não uma igreja que exclui, uma igreja que fere, uma igreja que partindo do
legalismo torna-se um clube dos perfeitos, dos completos, dos realizados, mas
sim que essa seja uma assembleia daqueles que buscam a salvação, daqueles que
buscam a perfeição, daqueles que buscam a completude, não sozinho de forma
individualizada, de forma individualista, mas com o outro, com os irmãos.
Ser Igreja é
evangelizar dentro de uma Pastoral encarnada, uma Igreja que vive uma
espiritualidade encarnada na vida do povo, na comunidade. Essa sim é uma igreja
de comunhão e a igreja Comunidade povo de Deus que Cristo veio trazer e nos
deixou como herança na humanidade.
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